A FORÇA E O FUTURO DA MULHER ECONOMISTA
em que celebramos nossa profissão com os 75 anos de regulamentação, celebramos o conhecimento que produzimos e a responsabilidade que temos diante dos desafios econômicos e sociais da nossa sociedade.
Hoje, como representante da economista mulher, quero fazer uma reflexão especial sobre a força e o futuro da mulher economista.
Durante muito tempo, a Economia foi vista como um campo predominantemente masculino. Mas as mulheres nunca foram coadjuvantes nessa história. Elas enfrentaram barreiras, romperam preconceitos e conquistaram espaços na academia, no setor É uma grande honra estarmos reunidos nesta Semana do Economista, momento público, nas empresas e nas instituições financeiras.
E quando falamos dessa trajetória, precisamos lembrar de mulheres que não apenas ocuparam espaços, mas transformaram o próprio pensamento econômico.
No Brasil, temos Maria da Conceição Tavares, uma das grandes referências do pensamento econômico brasileiro. Sua contribuição para os estudos sobre desenvolvimento, industrialização e desigualdade demonstra que a Economia não pode se afastar da realidade social de um país.
No cenário internacional, temos Elinor Ostrom, que, em 2009, tornou-se a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas. Seus estudos sobre a gestão coletiva dos recursos comuns demonstraram a importância da cooperação, das instituições e da participação das comunidades na construção de soluções econômicas.
São duas mulheres, de trajetórias diferentes, mas que nos deixam uma mesma mensagem: conhecimento e coragem podem transformar a sociedade.
E é justamente por isso que a presença feminina na Economia não deve ser vista apenas como uma questão de representatividade.
A mulher economista amplia o olhar sobre a própria Economia.
Ela ajuda a trazer para o centro do debate temas como a economia do cuidado, a desigualdade de oportunidades, a participação feminina no mercado de trabalho e os impactos sociais das políticas públicas.
Porque a Economia não é feita apenas de números, gráficos e indicadores.
Por trás de cada número existe uma pessoa.
Por trás de cada indicador existe uma família, um trabalhador, uma empresa e uma comunidade.
A economista olha para o crescimento econômico, mas também pergunta:
Crescimento para quem?
Analisa o orçamento público, mas questiona:
Qual será o impacto dessas decisões na vida das pessoas?
É essa capacidade de unir conhecimento técnico, visão social e compromisso com o futuro que torna tão importante a participação das mulheres na Economia.
Mas ainda temos desafios.
Precisamos ampliar a presença feminina nos espaços de decisão, combater desigualdades e garantir que competência, conhecimento e dedicação sejam os verdadeiros critérios para o reconhecimento profissional.
E precisamos incentivar nossas jovens estudantes a acreditarem que podem ocupar qualquer espaço.
Que podem ser pesquisadoras, professoras, empresárias, gestoras públicas, líderes e formuladoras das políticas econômicas do nosso país.
A cada jovem que sonha em ser economista, deixo uma mensagem:
acredite na sua capacidade. Estude. Prepare-se. Ocupe seu espaço. E não permita que ninguém determine o limite do seu potencial.
Porque cada mulher que conquista um espaço também abre uma porta para muitas outras.
Que possamos construir uma Economia cada vez mais plural, inclusiva, inovadora e comprometida com o desenvolvimento humano e sustentável.
Parabéns a todos os economistas pelos 75 anos de regulamentação da nossa profissão de Rondônia e Acre.
E o meu aplauso especial a todas as mulheres economistas que, com competência, coragem, técnica e sensibilidade, estão ajudando a construir os novos rumos da nossa Economia.
Muito obrigada!
Texto Por: Andréia Moreschi da Silva
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